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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sincretismos e Religiões



“Nada há de novo abaixo do Sol.”
Material comentado e organizado por Alexandre Cumino
Para o livro Deus, Deuses, Divindades e Anjos publicado pela Editora Madras
E que serve de material de apoio ao Curso de Teologia de Umbanda Sagrada.

Sincretismo consiste em unir dois ou mais valores para alcançar um terceiro valor, o sincretismo religioso está muito ligado às culturas, pois valores de duas ou mais culturas se unem quando nasce uma nova religião.
Vejamos por exemplo na Umbanda, uma religião brasileira, que tem culto aos Orixás,  divindades africanas da cultura Nagô,  e aos Santos, da cultura católica. Jesus Cristo e Oxalá são cultuados em um sincretismo tão forte que Jesus passa a ser Oxalá e Oxalá passa a ser Jesus. Aqui também surgem polêmicas onde nem todos aceitam o sincretismo desta forma, para muitos Jesus apenas representa Oxalá, para outros vice e versa e para terceiros os dois, Oxalá e Jesus, caminham juntos sem perder sua individualidade. Assim é o sincretismo na Umbanda que aparece identificando:

Jesus Cristo com Oxalá
Nossa Senhora da Conceição com Oxum
São Sebastião com Oxossi
São Jerônimo com Xangô
São Jorge com Ogum
São Lázaro com Obaluayê
Santa Clara com Logunan
São Bartolomeu com Oxumarê
Joana D’Arc com Oba
Santa Bárbara com Iansã
Santa Sara kaly com Egunitá
Santa Ana com Nanã Buroquê
São Roque com Omulu
Cosme e Damião com Ibeji

Na cultura brasileira existe o sincretismo cultural, que aparece em “síntese”[1] na Umbanda, como um espelho que mostra as culturas do Negro (Cultura Africana), do Branco (Cultura Européia) e do Índio (Cultura Nativa); todas elas partes de um todo que é a Cultura Brasileira.

O que cria um ritual marcado por estas influencias, com muita musicalidade tocada por atabaques, rezas para Santos e Orixás, uso de terços e de colares de contas (guias), a valorização da natureza com a visão do índio que adora Tupã, o uso de ervas com banhos e defumação, uma forma simples de magia que mistura valores indígenas com o afro-brasileiro e muitos outros traços deste povo brasileiro.

Mas esta absorção cultural religiosa (sincretismo) não é uma exclusividade da Umbanda, o Judaísmo absorveu das culturas sumeriana, babilônica, acadiana e assíria em geral assim como a cultura cristã se alimentou da judaica e da grega, a cultura do islã pode absorver as culturas cristã e judaica, assim como todas elas tem uma influencia mais sutil também da quase extinta cultura persa, dos cultos zoroastristas. O Budismo nasce em solo hindu, através de um príncipe guerreiro, Sidarta Gautama, o budismo tibetano recebe influencia diferente do budismo chinês, pois os valores que antecedem permanecem subentendidos e se unem a outros para criar a argamassa com a qual a nova religião é construída. 

Tudo se transforma e assim é com as religiões que para nascer se alimentam de outras religiões, até que ao atingirem certa “proporção”, que nem sempre corresponde á maturidade, passam aos conflitos de “adolescência” em relação à “Matriz” para então passarem a uma disputa aberta, na maioria dos casos, com objetivo de mostrar a supremacia de uma geração em relação a outra. A nova e vigorosa geração apresenta idéias inovadoras ou ainda, apenas, acredita, pensa, que suas idéias são novas e que está fazendo algo que ninguém teria feito antes.

Encontraremos muitos valores em comum nas religiões, muitas vezes chega a parecer que existe apenas uma única religião que se manifesta de formas diferentes, a Ordem Teosófica tem uma visão muito particular sobre esta questão onde a Teosofia é a “religião eterna” ou talvez “a religio-vera”, a “religião verdadeira” e mais adequadamente a “Religião da Sabedoria” que seria o ideal a que todas as religiões buscam. Para muitos este ideal religioso pode ter sido algo que perdemos em outras eras quando a humanidade possuía um nível superior de espiritualidade, como no mito de Atlântida ou da Lemuria. Na literatura de Rubens Saraceni encontramos esta cultura perdida no que é chamado de “Era Cristalina” (“Os Templos de Cristais”, “Hemissarê”, “O Guardião dos Caminhos” / Ed.Madras – Rubens Saraceni).

Helena P. Blavatsky, fundadora da Ordem Teosófica, uma das mais eruditas e influentes estudiosas e pesquisadoras de religião de todos os tempos, em seu Glossário Teosófico (Edotora Ground, quarta edição, 2000, com tradução de Silvia Sarzana) define Religião, Religião da Sabedoria e Teosofia de uma forma que apresenta muito bem esta idéia sobre um conhecimento eterno, que se manifesta nas diferentes religiões, mudando apenas a forma. Vejamos as definições de Blavatsky:

  • Religião – Apesar da imensa diversidade que oferecem do ponto de vista exterior, todas as religiões têm um fundo comum nas idéias dogmáticas, filosóficas e morais. De fato, o estudo comparado das religiões demonstra que os ensinamentos fundamentais sobre a Divindade, o homem, o universo, a vida futura, são substancialmente idênticos em todas elas, apesar de sua diversidade aparente. São as mesmas encobertas pelo véu próprio das religiões exotéricas que as desfiguram parcialmente. É como uma luz branca encerrada num farol, que tem, em cada um de seus lados, um vidro de cor diferente e, conforme o lado em que é olhada, parece vermelha, azul, verde ou amarela; retire os cristais e verá a mesma luz em sua pura cor natural. Esta base comum de todas as religiões dignas deste nome explica-se porque todas elas emanam da Grande Fraternidade de Instrutores Espirituais, que transmitiram aos povos e raças as verdades fundamentais da religião, sob a forma mais apropriada ás necessidades daqueles que deviam recebê-las, bem como ás circunstâncias de tempo e lugar. Por isso se disse, não sem fundamento, que a questão religiosa é principalmente uma questão geográfica; assim, uma pessoa é muçulmana  simplesmente porque nasceu na Arábia; católica, porque nasceu na Europa etc. Em sua missão sublime, os excelsos fundadores de religiões foram auxiliados por certo número de indivíduos iniciados e discípulos de diversos graus, homens eminentes por seu saber e por seus relevantes dotes morais. Outra causa poderosa do antagonismo entre aqueles que professam credos religiosos diferentes são as corrupções introduzidas por seus representantes, que os modificam e transformam a seu bel-prazer, impulsionados geralmente por interesses e egoísmo.

  • Religião da Sabedoria – A única religião que serve de base a todos os credos existentes na atualidade. Aquela “fé” que, sendo primordial e revelada diretamente à espécie humana por seus Progenitores e pelos Egos que a instruem (por mais que a Igreja os considere como “anjos caídos”) não exige “graça” alguma ou fé cega para crer, porque era conhecimento. Nesta Religião da Sabedoria baseia-se a Teosofia.

  • Teosofia (do grego, theosophia) – Religião da Sabedoria ou “Sabedoria Divina”. O substrato e base de todas as religiões e filosofias do mundo, ensinada e praticada por uns poucos eleitos, desde que o homem se converteu em ser pensador. Considerada do ponto de vista prático, a Teosofia é puramente ética divina. As definições da mesma encontradas nos dicionários são puros desatinos, baseados em preconceitos religiosos e na ignorância do verdadeiro espírito dos primitivos rosacruzes e filósofos medievais, que se intitulavam teósofos. [A palavra Teosofia não significa Sabedoria de Deus, mas Sabedoria dos Deuses ou Sabedoria Universal. Esta Sabedoria é a verdade interna, oculta e espiritual, que sustenta todas as formas externas da religião e seu pensamento fundamental é a crença de que o Universo é, em sua essência, espiritual; que o homem é um ser espiritual em estado de evolução e desenvolvimento e que a humanidade pode progredir na via da evolução através do exercício físico, mental, espiritual adequados, fazendo-a desenvolver as faculdades e os poderes que a tornarão capaz de ultrapassar o véu externo do que é chamado de matéria e passar a ter relações conscientes com a Realidade fundamental. A grande idéia, que serve de base para a Teosofia, é a Fraternidade universal e esta se encontra fundamentada na unidade espiritual do homem. A Teosofia é de uma só vez ciência, filosofia e religião e sua expressão externa é a Sociedade Teosófica. Opostamente ao que muitos acreditam, a Teosofia não é uma nova religião; é, por assim dizer, a síntese de todas as religiões, o corpo de verdades que constitui a base de todas elas. A Teosofia, em sua modalidade atual, surgiu no mundo no ano de 1875, porém é em si mesma tão antiga quanto à humanidade civilizada e pensadora. Foi conhecida por diversos nomes, que têm o mesmo significado, tais como Brahma-vidyâ (Sabedoria Suprema), Para-vidyâ (Sabedoria Suprema) etc. O motivo especial de sua nova proclamação em nossos dias foram os rápidos e perniciosos progressos do materialismo nas nações propulsoras da civilização mundial. Por esta razão, os guardiões da Humanidade acharam oportuno proclamar as antigas verdades numa nova forma adaptada à atitude e ao desenvolvimento mental dos homens da época e, assim como antes foram reveladas uma após outra as religiões, segundo a passagem de um a outro desenvolvimento nacional, assim, em nossos dias, as bases fundamentais de todas as religiões tornaram a ser proclamadas, de modo que, sem privar nenhum país das vantagens especiais que sua fé lhe proporciona, se deixará de ver que todas as religiões têm o mesmo significado e que são ramos de uma mesma árvore. A Teosofia apresenta-se, além disso, como base de filosofia de vida, porque possui vastíssimos conhecimentos sobre as grandes Hierarquias que preenchem o espaço; dos agentes visíveis e invisíveis que nos rodeiam; da evolução ou reencarnação, através de cuja virtude o mundo progride; da lei da casualidade ou da ação e reação, chamada karma; dos diversos mundos em que o homem vive, semeie e colhe, etc., etc., conhecimentos que resolvem, do modo mais racional e satisfatório, os árduos enigmas da vida, que sempre conturbaram o cérebro dos pensadores como desalento de seu coração. No campo da ciência, abre novos caminhos ao conhecimento. A Teosofia explica a vida, justifica as diferenças sociais entre homens e indica o meio para se retirar novos fatos do inesgotável armazém da Natureza. A Teosofia fornece também normas fundamentais de conduta aplicáveis à vida humana e levanta grandes ideais, que comovem o pensamento e o sentimento, para pouco a pouco redimir a humanidade da miséria, da aflição e do pecado, que são frutos da ignorância, causa de todo o mal. A dor e a miséria desaparecerão completamente de nossa vida, quando soubermos trocar a ignorância pelo conhecimento. Ante a Sabedoria nossas tribulações se desvanecerão, porque o gozo é peculiar e inerente à natureza íntima de que todos dela procedemos e a ela temos de voltar. A Teosofia, finalmente, não impõe qualquer dogma, nem força ninguém a acreditar cegamente nas verdades que ensina, mas faz outra coisa imensamente melhor: coloca o homem disposto a isso em condições de perceber diretamente, por si mesmo, tais verdades através do desenvolvimento de sua natureza espiritual, e com ela, o desenvolvimento de certas faculdades internas latentes na generalidade da espécie humana, que lhe permitem conhecer o mundo espiritual e as relações do homem com a Divindade. Pelo conhecimento íntimo de si mesmo, o homem se torna capaz de conhecer a Vida universal e suprema, uma vez que o Espírito humano é uma parte do Espírito universal (DEUS)...”



No Livro “A Vida Oculta e Mística de Jesus” de A. Leterre (Ed. Madras – 2004), encontramos logo no inicio de tal obra, em sua “Introdução” e “Explanação” textos que demonstram estas “igualdades” e “coincidências” entre as religiões, mostrando alguns elementos que foram claramente apropriados. O que choca é que muito raramente uma dá o braço a torcer de que tal valor foi “importado” de outra cultura ou culto religioso, já que a prática comum entre religiões é diminuir a outra e quando não até chegam ao ponto de “demoniza-la” fazendo com que seus fiéis creiam que as divindades alheias são “demônios”.

Vejamos algumas passagens da “Introdução” e “Explanação” desta obra impar para o estudo das religiões:

Continua....

domingo, 2 de outubro de 2011

Trono Feminino do Amor



Por Alexandre Cumino
Oxum, Afrodite, Vênus, Hebe, Concórdia, Carmenta, Juturna, Pax, Lakshmi,  Ísis, Ganga, Ranu Bai, Hator, Ísis, Bast, Freyja, Blodeuwedd, Allat, Ishkhara, Kwan Yin, Chang Um, Tsai Shen, Kwannon, Maile, Erzulie, Astarte, Xochiquetzal, Chu-Si Niu, Sammuramat, Branwen, Anahita, Erzulie Freda, Partaskeva, Caritas ou Graças, Branwen, Comentário.
Oxum — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino do Amor, irradia o amor o tempo todo de forma passiva não forçando ninguém a vivenciá-lo, mas sustentando a todos que têm amor.
Fator agregador e conceptivo, traz a energia e o magnetismo, de Amor, que agrega e une desde os átomos e planetas até as pessoas. Também atua nas concepções através dessas uniões que se estabelecem a partir de suas qualidades.
Elemento mineral, rios e cachoeiras são seu ponto de força. Pode ser simbolizada ainda por um coração, a ela são feitos os pedidos para o amor em todos os sentidos. Também considerada Senhora do ouro, lembra que o verdadeiro ouro da espiritualidade é o Amor e que com ele se atrai toda a prosperidade, tanto na matéria como em espírito, esta é a chave da interpretação para essa sua relação com o ouro material. Cor: amarelo, rosa, azul-claro ou dourado. Pedra: quartzo rosa, pirita e ouro.
Afrodite — Divindade grega, conhecida como Vênus entre os romanos. O nome já explica sua origem “nascida da espuma”, é a grande Deusa do Amor, sua beleza era inigualável, casada com Hefaístos, teve casos com Ares, Hermes e Dionísio. Mãe de Eros e Príapo.
Hebe — Deusa grega da juventude, era responsável de servir o néctar e a Ambrósia, alimento dos deuses. A criada ideal dos deuses, quando Héracles ganhou a imortalidade, tornou-se sua esposa.
Concórdia — Divindade grega da reconciliação e da ­harmonia.
Carmenta — Divindade romana, padroeira dos partos e dos recém-nascidos. Recebia oferendas de arroz e pastéis, modelados na forma de genitálias femininas. Costumava-se pedir a ela que lhes dessem um parto tranqüilo.
Juturna — Divindade romana das fontes e águas sagradas, senhora das profecias.
Pax — Divindade romana da Paz.
Lakshmi — Divindade hindu do ouro, fortuna, prosperidade, beleza e Amor. Consorte de Vishnu. Muito popular na Índia, ­sendo considerada a mais próxima dos seres humanos. Quer o bem-estar de todos sem se preocupar com suas ações ou seu passado. Surgiu das águas cósmicas da eternidade. Traz riqueza material e ­espiritual.
Ganga — Divindade hindu que é o próprio rio Ganges ou aquelas dos seios aos quais o rio saiu.
Ranu Bai — Divindade hindu que com a água de todos os rios em seu jarro de ouro trazia a fertilidade às mulheres.
Hator — Divindade egípcia, “a casa de Hórus”, Senhora do céu e do horizonte (em dendera). Uma das Divindades que melhor representa o sentido do Amor.
Ísis — Divindade egípcia, uma das mais importantes Divindades do panteão egípcio. Também chamada de senhora dos mil ­nomes.
Divindade de forte personalidade percorre os quatro cantos do globo, por Amor, atrás dos pedaços de seu marido, Osíris, assassinado pelo irmão Set. Tendo encontrado todas as partes (menos o falo que continuou desaparecido) do amado, ainda conseguiu unir-se a ele assim concebendo o filho Hórus. Com o tempo, Ísis teve seu culto muito difundido, passando assim a absorver as qualidades de outras Divindades femininas que deixavam de ser adoradas. Além de uma grande Divindade do amor, tornou-se também a Deusa Mãe, já absorvendo e manifestando qualidades do Trono Feminino da Geração, conhecido como Yemanjá. Cleópatra foi uma sacerdotisa de Ísis, colaborou muito para levar seu culto aos “quatro cantos do globo”, ela se autodenominava “A Nova Ísis”, vestindo-se de Ísis nos rituais públicos. Tendo se envolvido com Júlio César e Marco Antônio, teve facilidade em instituir o culto de Ísis em Roma. É dito que a Catedral de Notre Dame, na França, foi um dos templos de Ísis.
Bast — Divindade egípcia com cabeça de gata, Divindade solar aparece como o aspecto bom, doce e agradável do Sol, enquanto Sekmet rege os aspectos de purificação e destruição.
Bast era adorada em Bubastis, trazia alegria e prazer estando ligada à dança, à música, à saúde e à cura.
Freyja — Divindade nórdica, feminina, uma das três esposas de Odin e mãe de Balder. Divindade do Amor e da Beleza. De seu nome deriva o nome da sexta-feira (Freitag, em alemão; Friday, em inglês). Freyja é o aspecto sensual desta divindade enquanto suas qualidades de Mãe ficam sob o nome de Frigga. Freyja foi amante de quase todas as Divindades masculinas, aparecia em um manto de plumas, não usando mais nada além de seu colar de Âmbar; todos ficavam embriagados por sua beleza e magia.
Blodeuwedd — Divindade celta, no seu aspecto de donzela, jovem, representa o amor, as flores e a primavera.
Allat — Divindade babilônica da cópula, das uniões, atua no campo do Amor ajudando as pessoas a conceberem a vida e os ­projetos.
Ishkhara — Deusa babilônica do amor, sacerdotisa de Ishtar.
Kwan Yin — Divindade chinesa do amor faz parte de um culto ancestral muito antigo, que se perde no tempo, também representa a paz, o perdão, a cura e a luz.
Chang Um — Divindade chinesa, protetora das parturientes e dos recém-nascidos, padroeira das mulheres.
Tsai Shen — Divindade japonesa da riqueza. Traz os símbolos de boa sorte como o sapo de três pernas, as moedas, a caixinha do tesouro com o espírito da fortuna, o morcego e os lingotes de ouro.
Kwannon — Divindade japonesa do amor, do perdão e da paz.
Maile — Divindade havaiana, é aquela que rege a Hula (dança sagrada), a alegria e a sedução. É ainda representada com a murta, trepadeira de flores muito cheirosas.
Erzulie — Divindade haitiana do amor e da sexualidade.
Astarte — Divindade canaanita, seu nome significa “o ­ventre”, de grande sensualidade, regia o amor, o desejo e a paixão. Usava o vermelho e o branco simbolizando o sangue menstrual e o sêmen.
Xochiquetzal — Divindade asteca, significa “flor preciosa”. Ela é a deusa das flores, do amor, criadora de toda a humanidade e intermediadora dos deuses.
Foi mulher do deus Tlaloc, deus da chuva, mas acabou sendo raptada por Tezcatlipoca que a levou aos nove céus. Vivia em Tamoanchan na “Árvore Florida”, um verdadeiro paraíso. Teve vários nomes incluindo Ixquina e Tlaelquani.
Chu-Si Niu — Divindade tailandesa dos partos, recebia oferendas de flores em seus templos.
Sammuramat — Divindade assíria, Senhora do Amor, da fertilidade e sexualidade.
Branwen — Divindade escocesa do Amor, da sexualidade, da Lua e da noite. Chamada de “Seios Brancos” ou “Vaca Prateada”.
Anahita — Divindade persa do Amor, considerada uma das Divindades governantes do império. Considerada como o poder fertilizador da Lua e das águas. Senhora da concepção, purificava o sêmen e consagrava o ventre e seios da mulher. Aparecia como uma linda mulher vestida de dourado e ornada com peles, diademas e colares de ouro.
Erzulie Freda — Divindade haitiana do Amor, cultuada e oferendada nas cachoeiras.
Partaskeva — Divindade eslava do amor e da sexualidade. Regente da água trazia fertilidade, bênçãos para as uniões matrimoniais e saúde.
Caritas ou Graças — Divindades doadoras do carisma e da graça. Para os romanos, eram aspectos de Vênus, chamadas de ­Vênia, ou Afrodite para os gregos.  Seus nomes eram Aglaia, a brilhante, Thaleia, a que traz flores, e Euphrosyne, a alegria do coração.
Branwen — Divindade galesa do amor, conhecida como a divindade do seio branco, seu nome significa “corvo branco”.
Comentário: O Trono Feminino do Amor, Oxum, torna-se um dos Tronos mais presentes nas culturas, facilmente identificado, sendo a Mãe do Amor Universal ou ainda a donzela que representa o despertar do amor e da beleza. Na Umbanda, sincretizada com Nossa Senhora da Concepção, Santa virginal e imaculada que representa o Amor em seu sentido mais puro.
Fonte: Deus, Deuses, Divindades e Anjos. Alexandre Cumino. Editora Madras (www.madras.com.br)


sábado, 1 de outubro de 2011

Trono ­Masculino do Amor



Por Alexandre Cumino
Oxumaré, Eros, Kâma, Heindal, Angus Óg, Tamuz, Comentário.
Oxumaré — Divindade da Umbanda, é o Trono Masculino do Amor, absorve o amor em desequilíbrio de forma ativa reconduzindo o ser ao caminho do equilíbrio. Cósmico, pune quem dá mau uso ou se aproveita dessa qualidade divina com más ­intenções.
Fator renovador, atua “reciclando”, renovando, a vida do ser. Divindade da alegria, nos ajuda também a sermos mais crianças, puros. Elemento cristalino-mineral muito presente nas cachoeiras. Sua cor é o colorido do arco-íris.
Faz par com Oxum, nesta linha do amor, onde numa cachoeira quando vemos suas águas caírem em queda, na luz do Sol, Oxumaré se faz presente no arco-íris que se forma do vapor d‘água, subindo até a cabeceira da cachoeira.
Ponto de força na cachoeira. Cor: todas as cores do arco-íris. Pedra: Fluorita.
Eros — Divindade grega, Cupido entre os romanos, filho de Afrodite e Ares, disparava flechas de amor, menino alado, uma corporificação do amor. Atormentava Deuses e humanos, com uma tocha que inflamava os desejos ou as flechas que insuflavam o Amor.
Kâma — Divindade hindu, Senhor do amor e do desejo, esposo de Rati (divindade da volúpia). Representado sob a figura de um adolescente, armado de arco e flechas. Considerado uma divindade muito antiga e que alguns mais tarde lhe deram características negativas.
Heindal — Divindade nórdica da luz, chamado de “Deus reluzente de dentes de ouro”, ele é o guardião da ponte do arco-íris.
Angus Óg — Divindade celta, filho de Boann com Dagda, adotado por Midir. Seu nome quer dizer “deus jovem”.  É a divindade do amor e da juventude. Como um cupido lançava beijos pelo ar que após atingir seu objetivo se transformavam em aves delicadas para alegrar a vida dos apaixonados.
Tamuz — Divindade babilônica da primavera, das flores, das plantas verdes e filhotes dos rebanhos.
Comentário: Trono Masculino do Amor, Oxumaré, não tão comum nas mitologias, parece-nos mais fácil relacionar a figura feminina com o sentido do amor. Geralmente as Divindades masculinas se voltam mais para os outros sentidos da vida, sendo a natureza masculina mais racional. Há ainda muito campo para o estudo e muitas Divindades a serem descritas como Trono Masculino do Amor. Na Umbanda, é sincretizado com São Bartolomeu, que aparece enrolado em uma cobra até a cintura, um dos símbolos de Oxumaré.
Fonte: Deus, Deuses, Divindades e Anjos. Alexandre Cumino. Editora Madras (www.madras.com.br)